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Entenda a diferença – óleos minerais, vegetais e essenciais

Entenda a diferença – óleos minerais, vegetais e essenciais

Cada vez mais adeptos entre as pessoas, os óleos para fins cosméticos são conhecidos pelos seus efeitos hidratantes e nutritivos para a pele e os cabelos. São três os tipos de óleos usados na cosmética: óleo mineral, óleo vegetal e óleo essencial. No entanto, nem todos fazem tão bem para a nossa pele e para o meio ambiente. Vejamos abaixo:

→ O óleo mineral está presente na maioria dos cosméticos industrializados que prometem hidratação e nutrição. É um liquido incolor, conhecido como vaselina ou parafina líquida. Tem a função de evitar o ressecamento da pele, pois forma uma barreira protetora impedindo a perda de água. No entanto, devido a essa barreira, a pele também não absorve qualquer nutriente externo.

Derivado do petróleo, o óleo mineral não possui nenhum fator de hidratação, pois não é absorvido pela nossa pele. O que acontece é que, ele forma essa barreira protetora que nos dá a falsa sensação de hidratação, mas que é eliminada facilmente no banho.

A verdade é que, o óleo mineral não possui nenhuma propriedade e não traz benefícios nem malefícios para a pele, o máximo que pode acontecer é você ficar com o rosto lotado de espinhas. Pois, ao ser aplicado sobre a pele, o óleo mineral obstrui os poros e não deixa a pele respirar, ocorrendo o acúmulo de gorduras nos poros, favorecendo o surgimento de acnes.

Mas, lembre-se, ele não faz mal para você, mas contamina lençóis freáticos, impactando na vida marinha e no meio ambiente. Não é biodegradável e possui alto impacto ambiental. Evite-o!

→ O óleo vegetal é extraído das sementes ou frutos das plantas oleaginosas. Possui aroma neutro e suave e consistência densa e oleosa. Não é volátil e nem solúvel em água ou álcool, e possui alto poder de nutrição e hidratação para a pele e para os cabelos.

Os óleos vegetais são a base para a produção de cosméticos naturais e artesanais. São excelentes fontes de vitaminas e ômega 3, sendo alguns deles usados na culinária. Podem ser utilizados puro na pele e nos cabelos, ou também como substância carreadora para diluição de óleos essenciais.

Ao contrário do óleo mineral, os óleos vegetais permitem a respiração cutânea, hidratam, reequilibram, renovam e permitem a penetração profunda de nutrientes na pele. São também biodegradáveis, ou seja, não poluem e nem agridem o meio ambiente.

Alguns exemplos de óleos vegetais são: óleo de coco, óleo de semente de uva, óleo de girassol, óleo de argan, óleo de amêndoas, óleo de linhaça, óleo de abacate, óleo de rícino, etc.

  • Na hora de escolher e adquirir o seu óleo vegetal, opte por óleos vegetais que foram extraídos na forma de prensagem a frio. A extração do óleo vegetal a frio, conserva intactas as propriedades terapêuticas da matéria vegetal de que foram obtidos.

→ Por sua vez, os óleos essenciais são obtidos a partir da extração de flores, folhas, frutos, caules e raízes de plantas aromáticas. São considerados a “alma da planta”, por serem altamente concentrados, puros e aromáticos. Possui consistência menos densa que o óleo vegetal e, diferente deste, é extremamente volátil.

Por serem extremamente concentrados, não devem ser utilizados puros sobre a pele. Devem ser diluídos em substâncias carreadoras, como por exemplo os óleos vegetais. A diluição recomendada por profissionais da aromaterapia, são entre 2% a 3% de óleo essencial na substância carreadora. Sua diluição máxima não deve ultrapassar 5%.

São biodegradáveis e possuem propriedades terapêuticas e estéticas que auxiliam em tratamentos físicos, psíquicos e emocionais. Podem ser encontrados em perfumes, sabonetes, óleos para a pele e cabelos, xampus, etc. A utilização dos óleos essenciais são a base da aromaterapia. Saiba mais a respeito da aromaterapia e óleos essenciais aqui.

Alguns exemplos de óleos essenciais são: óleo essencial de lavanda, alecrim, melaleuca, tangerina, ylang ylang, patchouli, gerânio, etc.